Por Rebecca K. Smith, Presidente do Conselho do CLDC e Advogada Cooperante
Na semana passada, o Departamento de Justiça dos EUA anunciou uma nova política que exige que todos os agentes federais de segurança obtenham um mandado de busca antes de usar um “stingray” para vigilância de telefones celulares. Os “stingrays”, também conhecidos como simuladores de torres de celular, são máquinas que se passam por torres de celular, interceptando assim informações dos telefones celulares de cidadãos desavisados em locais públicos ou privados. Até a semana passada, não havia nenhuma política que exigisse que os funcionários federais de segurança obtivessem um mandado de busca antes de realizar esse tipo de vigilância. Em outras palavras, não havia requisito para que os agentes de segurança demonstrassem atividade criminosa provável antes dessa vigilância.
Os Stingrays fornecem aos agentes da lei números de identificação únicos para cada telefone, assim como a localização do aparelho. Os Stingrays também têm o potencial de fornecer às forças de segurança todo o tráfego móvel que é roteado através do simulador de torre de celular, incluindo voz, dados e mensagens de texto. Isso cria a possibilidade de os operadores do simulador gravarem esse tipo de informação ou até mesmo negar serviço a telefones individuais.
Como resultado da nova política da semana passada, agentes federais devem obter um mandado judicial com causa provável antes de usar stingrays para vigilância de celulares. Além disso, os agentes só podem usar stingrays para coletar a localização do telefone e seu número de identificação. Eles não podem coletar o conteúdo do telefone, como voz, dados ou textos.
